Por dentro do... Apache AH-64
Publicado em: Aventuras na História nº 11, julho de 2004
Esse helicóptero é sem dúvida o mais mortífero dos dias de hoje. Nos últimos meses, porém, os pilotos americanos andam sentindo arrepios ao serem designados para missões no Iraque com um Apache. Desde o início da guerra contra Saddam Hussein, 16 helicópteros, que são montados pela Boeing, foram derrubados por tiros de metralhadoras AK-47 e mísseis disparados pelos iraquianos.
O motivo dessa vulnerabilidade é que, sendo um helicóptero, o Apache não consegue atingir velocidades altas o bastante para escapar de mísseis. Ele continua sendo usado por causa das regras entre o Exército e a Aeronáutica americana: o Exército não pode usar aeroplanos com as asas fixas e vale-se de helicópteros para não depender dos colegas no apoio às suas tropas.
Nos céus do Iraque
Uma máquina de 22 milhões de dólares em ação
Senhores da guerra
À noite, os dois pilotos usam um capacete estilo realidade virtual, que transmite as imagens do campo de batalha como se fosse dia. Eles têm diante de si um painel que pode acionar 12 conjuntos de mísseis, de antitanques a explosivos similares a granadas
Arqueiro Verde
Neste chapeuzinho fica instalado o radar que torna o helicóptero capaz de disparar mísseis a até 7 quilômetros de distância e identificar 128 alvos. Ele e as hélices são as peças mais frágeis às armas iraquianas
Bochechudo
O Apache é desenhado para suportar o fogo inimigo e permanecer voando. Abaixo da cabine, placas de kevlar, uma fibra cinco vezes mais resistente que o aço, mantêm a tripulação protegida
Calor disfarçado
Os dois motores turbo-hélice fabricados pela General Electric produzem até 1 700 cavalos de potência (quase o mesmo que 35 carros populares), conduzindo as 9,5 toneladas do helicóptero a até 285 km/h. O ar da combustão é resfriado para desviar mísseis dirigidos por infravermelho