Do Bangue-Bangue ao Big Bang
Originalmente publicado em: Superinteressante nº 262, fevereiro de 2009
Bang Bang
O estilo cinematográfico retrata, de forma meio exagerada, as agruras da expansão e colonização do oeste americano. A época, marcada por corridas do ouro, conflitos entre colonos e nativos e a dificuldade em estabelecer a lei, começou em 1804, com a compra pelo presidente Thomas Jefferson (1743-1826) do meio-oeste americano, da França. Nesse enorme território estava a chamada Porta do Oeste, o atual estado do...
Missouri
Situado à margem oeste do rio Mississippi, o estado já tinha universidade, banco e telégrafo quando começou a corrrida do ouro de 1848, e meio que marcava a fronteira onde acabava a “civilização” e começava o “oeste selvagem”. No pacato Missouri fica a minúscula cidade de Marshfield, que não tem mais de 6 mil habitantes ainda hoje, mas que em 1889 viu nascer seu mais ilustre filho, o astrônomo...
Edwin Hubble
Hubble, que dá nome ao famoso telescópio espacial lançado em 1990, formou-se em 1910 e trabalhou como técnico de basquete, professor secundarista e militar antes de se estabelecer como astrônomo, em 1919, trabalhando no então maior telescópio do mundo, o Hooker, em Los Angeles. Em 1º de janeiro de 1925, Hubble publicou o resultado revolucionário de suas observações. Tratava-se da existência das...
Galáxias
Até Hubble, acreditava-se que o universo inteiro resumia-se à nossa galáxia, a Via Láctea. O astrônomo provou que algumas nebulosas que ele havia observado estavam longe demais para fazerem parte dela. Não apenas Hubble tornava o universo infinitamente maior, como, em 1929, ao estudar a cor das galáxias, provou que elas estavam estavam se afastando de nós. Era a primeira prova a favor da idéia do...
Big Bang
Como as galáxias estão se afastando umas das outras, deduz-se que elas um dia estiveram juntas, num ponto minúsculo onde estava toda a matéria e energia do universo. Esse ponto explodiu, dando origem a tudo num “bang grandão” ― como a teoria foi chamada sarcasticamente pelo britânico Fred Hoyle (1915-2001), que não acreditava nela. Assim como quem batizou o faroeste de “bang bang” não devia ser lá muito fã do estilo.